Deuses Americanos - Critica (Piloto)


            Talvez uma das séries mais aguardadas do ano, seja Deuses Americanos produção do canal americano Starz baseado no livro de mesmo nome do gênio Neil Gaiman, estreou no último domingo pelas mãos do talentoso Bryan Fuller (Hannibal), com Gaiman envolvido na produção, alto valor investido em sua produção, e elenco talentoso, a série foi gerando mais e mais expectativa nos fãs até que no último dia 30 de abril ela estreou nos Estados Unidos, aqui no Brasil ela será disponibilizada pelo canal por streaming Amazon Prime, mas será que a série é tão boa quanto o livro? Não se preocupe eu te conto.
            A série acompanha Shadow Moon (Ricky Whittle) um presidiário que cumpre seus três anos de reclusão até que é solto para acompanhar o funeral de sua mulher, que foi morta em um acidente de carro, antes mesmo de receber a notícia, ele tem uma série de sonhos estranhos com direito a caveiras e uma arvore seca sem folhas, durante o caminho até a cidade onde nasceu, ele se encontra com Mr. Wednesday (Ian McShane) um tipo malandro que logo oferece a ele um emprego, mas o que se percebe no ar é que este misterioso homem anda com companhias bastante diferentes do comum.
            O episódio de estreia da produção trabalha nesse caminho com destino claro, preparar o terreno para a criação de um mundo mitológico, a série nos dá relances desse mundo fantástico em que está envolta, mesmo se utilizando de cenários reais, fica essa sensação clara de fantasia, com um conto ambientado no passado, que traz a chegada de alguns navegadores, muito parecidos com um povo nórdico, descobrindo uma terra que sofrera uma maldição horrível e com muita violência, como é dito no primeiro minuto da série. Aliás essa violência é artisticamente necessária para o desenvolvimento trama, os momentos com as cenas mais pesadas, uma chuva de sangue literalmente, e ações recheadas de absurdos que serão vistos durante toda a primeira temporada, um exemplo claro é a cena em que um braço decepado degola um guerreiro. Esse tom cheio de exageros ganha muito evidencia no piloto da produção que tem direção de David Slade (Menina Má.com) ele que tem a difícil missão de ditar o ritmo no primeiro episódio, com muita violência, muitas cenas em slow motion, cenas de ação muito bem coreografadas, uma cinematografia linda com uma iluminação chamativa, e se utiliza dos hits musicais em sua trilha sonora, a série parece exagerar ao apelar de maneira desmedida em alguns momentos para agradas a uma maior parcela de público, os produtores devem ter mais cautela para que todos esses exageros não chamem mais atenção do público do que a narrativa e os desenvolvimentos de personagens nesse mundo mitológico tão famoso.

            Bastante inventivo o primeiro episódio de Deuses Americanos cumpre o propósito de construir e deixar muito claros as regras para fazer parte desse mundo fantástico, o roteiro do episódio piloto prepara o terreno de forma inteligente jogando muitas informações sem deixar muito claro aquilo que estamos vendo, ouvindo e pensando sobre, pois, a curiosidade de saber o próximo passo desses personagens é maior do que de criar teorias mirabolantes, levanto interesse em entrar mais fundo nesse universo que estamos sendo apresentados, não chega a ser brilhante, mas revela que teremos uma boa história para nos envolvermos gerando curiosidade na medida para qualquer espectador, com exageros visuais, e personagens bastante diferentes é certo que essa mitologia contemporânea está em boas mãos, então que venham os próximos domingos para conhecermos todos esses deuses modernos americanos.


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