Chamados - Critica


                A necessidade de rebootar uma franquia que fez sucesso, em uma época diferente, com um público diferente, que encontra seus fãs hoje, mais maduros, e muito mais exigentes depois de tudo que assistiram nos últimos anos, no quesito gênero de erros, que evolui muito em qualidade, diga-se de passagem, a franquia da fita que ao ser assistida, vira sentença de morte para o seu espectador volta aos cinemas, com roteiro raso, atores medianos, e direção incompetente.
                Chamados começa com duas sequencias de abertura sem sentido algum, sem apresentar ao novo espectador sua mitologia, e lembrar ao seu espectador do passado o que aconteceu, o diretor escolhe simplesmente jogar na sua cara duas cenas de “jumpscare”, a tentativa clara de dar vida nova ao uma franquia adormecida é muito obvio assim como o roteiro do filme, que busca se ligar a atualidade com fatos ocorridos e novas tecnologias. Se fosse utilizada a sua mitologia como homenagem aos filmes antecessores, até seria interesse retornar aquele universo, mas aqui ele busca recurso simples, formulas básicas, o susto forçado e incomodo, o excesso de efeitos sonoros artificias para tentar construir uma tensão inexistente, irrita o fã, e afasta o espectador comum. A direção de F. Javier Gutierrez faz não consegue impor personalidade ao filme novo, buscando referencias dos filmes anteriores em vários momentos, ao invés de nos trazer algo novo, nos mostra o passado já assistido, a fotografia que se utiliza das cores preta e azul para emular o medo e angustia da morte que se aproxima, é mal utilizada, e fica muito próxima do filme original.
                Mas o diretor não o responsável sozinho pelo filme, o roteiro tem um sério problema, é bagunçado, nenhum momento o filme sabe em que gênero quer fazer parte, se suspensa, thriller, ou terror barato. A nova produção, coloca toda a mitologia do primeiro no lixo, com personagens fracos, atores ruins, a força que a trama faz em nos importar com os personagens é tanta que você acaba torcendo para Samara mate todos de uma vez, a tentativa de uma subtrama sobre uma pesquisa investigativa sobre o vídeo amaldiçoado é tão ruim e rasa, que o próprio roteiro a esquece, uma incoerência tamanha pela falta de explicação ao que quer passar.
                A tentativa de buscar respostas, o filme procura contar uma nova história sobre a menina do poço, mostrando que seus traumas eram presentes antes mesmo do nascimento da figura de cabelos negros, contando assim a história da mãe da vilã. A trama reflete a vontade de trazer algo inédito e original no longa, e com isso descobre-se um vídeo dentro do vídeo original, e este é usado apenas como um fan servisse. O roteiro quer ser original, mas se perde por completo ao mudar a essência da mitologia inicial, e como se não bastasse tantas escolhas infelizes dos roteiristas, Chamados ainda consegue criar um vilão, bem ao estilo O Homens nas Trevas, vivido por Vicent D’Onofrio para um embate final com a protagonistas Julia vivida pela atriz Matilda Anna Lutz, a cena é tão ruim que no cinema em que assisti as pessoas riam da cena.
                Chamados é um filme de terror ou tenta ser marcado por escolhas erradas, de uma proposta falha e sem prestigio, tornando o que era um bom thriller de investigação, em um filme mal roteirizado, mal dirigido e com um objetivo criado a partir de uma junção de cenas para surpreender o público, e assim ele apresenta o gancho, horroroso por sinal, para uma possível sequência, com sustos gratuitos se torna o terror pastelão do momento, um filme que por falta de coragem e criatividade, morre pelo cansaço de não amadurecer uma trama interessante.


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