A Disney animation sempre fez uma quantidade de dinheiro grande, esse nunca foi um problema para a empresa do ratinho feliz, mas o impacto das produções como as antigas não eram mas os mesmos, nem repercussão era a mesma com a chegada dos filmes, depois do excelente Wall-e de 2008 a empresa se estagnou em uma formula chata e irritante de trazer de volta filmes antigos com nova roupagem e viu o novo problema se instaurar, sujar a imagem dos filmes originais personagens que ficaram na memória de crianças dos anos 80 aos 90 com filmes encantados de magia, se esvaírem pois a casa da fantasia já não conseguia se reinventar mais.
Até que em 2013 chega aos cinemas uma princesa gelada gritando aos quatro ventos a sua independência e liberdade com Frozen- Uma Aventura Congelante, a empresa viu que não precisava ter medo de amadurecer pois as crianças de hoje seu público alvo, não tem a mesma mentalidade das crianças de hoje em dia, a gigante das animações viu que era hora de mudar com Divertidamente ela mostrou ao mundo que estava de volta ao mercado com a mesma força e impacto de antes e criava assim a expectativa do que viria por ai em suas produções que se mostrava mais inteligentes, complexas mas sem perder ou melhor trazendo de volta ao público a mágica que somente a Disney conseguia trazer para nossas vidas, no ano passado chegou ao cinema o seu filme mais fofo e com roteiro mas adulto dos últimos talvez Zootopia a empresa americana mostrou aos críticos já incrédulos do início dos anos 2000 que consegui se modernizar e principalmente amadurecer as ideias
Agora chega aos cinemas hoje Moana – Um Mar de Aventuras dos mesmos diretores que nos trouxeram Pequena Sereia(1989), Bela e a Fera ( 1991), Aladdin (1992) e O Rei Leão (1994) Ron Clements e John Musker, o grande segredo da Walt Disney eras historias emocionais e ao mesmo tempo intrigantes que envolvesse seu telespectador na história e conseguiu conquistar uma geração, com erros grotescos nos últimos anos vide Planeta do Tesouro (2002) e A Princesa e o Sapo (2009) os diretores mostram que conseguiram se reinventar utilizando técnica de primeira na animação desde as pedras do cenária paradisíaco de Motonui uma clara inspiração ao Havaí à textura dos grãos da areia, do balançar do cabelo solto ao vento e lindo e inspirador, a agua do mar a sensação é de poder toca-la, uma bonita sensação de sair da fantasia e virar realidade oriundos dos avanços nas tecnologias.
Mas o grande ponto da dupla de diretores não é a perfeição da criação visual e sim os sentimentos que envolvem seu filme, ao colocar uma menina Moana em busca de seu lugar no mundo, que decide desafiar os pais para salvar seu povo e tem a ajuda de um semideus que busca redenção pelos seus atos do passado, aliás muito bem-criado o personagem e um acerto ao entrega-la ao The Rock que consegue dar ao personagem uma arrogância cômica ao mesmo. O filme busca no sucesso de Frozen trazer aqui um mundo envolto de muita música, com letras originais lindas e inspiradoras compostas por LIn Manuel Miranda um gênio da atualidade criador das músicas do musical Hamilton, a canções caem como cereja do bolo ao filme que é cheio de amor e carinho.
A “fantasia da Disney” que fez parte da infância de nove em cada dez pessoas no mundo não é uma formula matemática, é carinho, amor, é consequência de muito trabalho e esforço os excelentes Clements e Musker trazem isso para a grande tela de uma forma espetacular sempre cientes da capacidade transcendental da animação, que em sua criação que se utiliza de culturas, um espetáculo de cores e formas que conecta com facilidade ao imaginário de seu público. Moana: Um Mar de Aventuras é uma chance de reconhecer um mundo diverso e verdadeiro, lindo e magico, habitado por criaturas marinhas e deuses metamorfos, excelente opção para o final de semana com as crianças nessa época de férias.

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